sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Divisão do Império Romano e Império Bizantino


Divisão do Império

Em 395, o imperador Teodósio dividiu o império em duas partes: Império Romano do ocidente, com capital em Roma; e  Império Romano do Oriente, com capital em Constantinopla. Com essa medida, acreditava que fortaleceria o império. Achava, por exemplo, que seria mais fácil proteger as fronteiras contra ataques de povos invasores. Os romanos chamavam esses povos de bárbaros, por terem costumes diferentes dos seus.
           
A divisão estabelecida por Teodósio não surtiu o efeito esperado. Diversos povos passaram a ocupar o território romano. Em 476, os hérulos, povo de origem germânica, invadiram Roma e, comandados por Odoacro, depuseram o imperador Rômulo Augusto.

Costuma-se afirmar que esse acontecimento marca a desagregação do Império Romano. Na verdade, isso refere-se ao Império Romano do Ocidente , pois  a parte oriental ainda sobreviveu até o século XV.
Declínio do Império Romano do Ocidente (395–476)

O Império Romano do Ocidente sofreu invasão dos povos bárbaros e, já enfraquecido internamente, caiu em 476 com a deposição do imperador Rômulo Augusto. Outros reis estabeleceram-se em Roma, embora não mais usassem o título de "imperador romano". O Império Oriental, com capital em Constantinopla, continuou a existir por quase mil anos, até 1453.
Teodósio I foi o último imperador a reinar sobre todo o império.[10] Após sua morte em 395, seus dois filhos Arcádio e Honório herdaram as duas metades: Arcádio tornou-se governante no Oriente, com a capital em Constantinopla, e Honório tornou governante no Ocidente, com a capital em Mediolanum (atual Milão), e mais tarde em Ravena. O Estado romano continuaria com dois diferentes imperadores no poder até o século V, embora os imperadores orientais se consideravam governantes do todo. O latim era usado nos documentos oficiais tanto, se não mais, que o grego. As duas metades eram nominalmente, cultural e historicamente, se não politicamente, o mesmo estado.
Embora as invasões de povos inimigos tenham papel decisivo no fim do Império Romano do Ocidente, outras circunstâncias  também foram determinantes, tais como:

·         elevados gastos com a estrutura administrativa e militar;
·         perda do controle sobre diversas regiões devido ao tamanho do império;
·         aumento dos impostos dos cidadãos e dos tributos dos vencidos;
·         corrupção política;
·         crise no fornecimento de escravos com o fim das guerras de expansão;
·         continuidade das lutas civis entre patrícios e plebeus;
·         a difusão do cristianismo.

 

Império Romano do Oriente

O centro administrativo do império tendia a voltar-se mais para o Oriente, por múltiplas razões. Primeiro pela necessidade de defesa das fronteiras orientais; depois porque o oriente havia se tornado a parte econômica mais vital do domínio romano; por fim Roma era uma cidade rica de vestígios pagãos, o que agora era inconveniente num império cristão: seus edifícios, sua nobreza senatorial, apegada à religião tradicional.

Assim Constantino I decretou a construção de uma nova capital, nas margens do Bósforo, onde havia a antiga fortaleza grega de Bizâncio, num ponto de grande importância estratégica, nas proximidades de dois importantes setores da limes: a região do baixo Danúbio e a fronteira do Império Sassânida.

A nova cidade, que recebeu o nome de Constantinopla, isto é, "cidade de Constantino", foi concebida como uma "nova Roma" e rapidamente tornou-se o centro político e econômico do império. Sua criação teve repercussões também no plano eclesiástico: enquanto em Roma a Igreja Católica adquiriu mais autoridade, em Constantinopla o poder civil controlou a Igreja. O bispo de Roma pôde assim consolidar a influência que já possuía, enquanto em Constantinopla o bispo baseava seu poder no fato de ser bispo da capital e no fato de ser um homem de confiança do imperador.

O Império Bizantino foi herdeiro do Império Romano do Oriente tendo sua capital em Constantinopla ou Nova Roma. Durante o seu período de existência, o grande governante que teve em sua região foi Justiniano, um legislador que mandou compilar as leis romanas desde a República até o Império; combateu as heresias, procurando dar unidade ao cristianismo, o que facilitaria na monarquia.
Internamente enfrentou a Revolta de Nika (fruto da insatisfação popular contra a opressão geral dos governantes e aos elevados tributos), já no aspecto externo realizou diversas conquistas, pois tinha o objetivo de reconstruir o antigo Império Romano. Contudo, esse império conseguiu atravessar toda a Idade Média como um dos Estados mais fortes e poderosos do mundo mediterrâneo. É importante ressaltar que o Império Bizantino ficou conhecido por muito tempo por Império Romano do Oriente. No entanto, este não foi capaz de resistir à migração ocorrida por germanos e por hunos, o que acabou por fragmentar em reinos independentes.

Área dominada pelo Império Bizantino entre 1000 e 1100.

Constantino I

Como população teve a concentração dos Sírios, Judeus, Gregos e Egípcios. Destacando-se três governadores durante todo império: Constantino (fundador de Constantinopla); Teodósio (dividiu efetivamente o império); e, Justiniano. Este durante o seu governo atingiu o apogeu da civilização bizantina. Pois, teve uma política externa; retomou vários territórios; modificou aspectos do antigo Direito Romano (o Corpus juris Civilis – Corpo do Direito Civil); e ainda, realizou a construção da Igreja de Santa Sofia, altamente importante por seu legado cultural arquitetônico.
Com a utilização de uma política déspota e teocêntrica, utilizou uma economia com intervenção estatal, com comércio e desenvolvimento agrícola. Além do mais, durante o período denominado por Império Bizantino, a economia era bastante movimentada, principalmente no comércio marítimo e sob o controle o estado. Sendo que, o seu controle deu-se por Constantinopla até o século XI.

Muralhas de Constantinopla

A sociedade urbana demonstrou enorme interesse pelos assuntos religiosos, facilitando o surgimento de heresias, como por exemplo, a dos monofisistas e dos iconoclastas, e de disputas políticas.
No âmbito religioso, as heresias deram-se através do arianismo que negaram a Santíssima Trindade; além do caso do arianismo, teve ainda, a questão monofisista, esta nega a natureza humana de Cristo, afirmando que Cristo tinha apenas natureza divina (o monofisismo foi difundido nas províncias do Império Bizantino e acabou identificada com aspirações de independência por parte da população do Egito e da Síria); por fim, no tocante à iconoclastia, ocorre a grande destruição de imagens e a proibição das mesmas nos templos.
Durante o período que ficou conhecido por Cisma do Oriente, ocorre a divisão da Igreja do Oriente, a igreja divide-se em Católica Romana e Ortodoxa Grega.

Cisma significa, ao pé da letra, rompimento ou divisão. A expressão cisma do oriente tem valor parecido, pois serve para designar a divisão ocorrida entre as culturas ocidentais e orientais na época do Império Romano. Após o enfraquecimento dos romanos, o lado oriental do império passou a pertencer ao Império Bizantino, e os novos habitantes trouxeram uma diferente cultura ao lugar. Atualmente, percebemos que a cultura e a religião orientais exercem bastante influência em nossas vidas e isso acontece, principalmente, por motivo da globalização e da facilidade na informação. Porém, nem sempre tudo foi assim.

Roma e Constantinopla


As divergências culturais entre os dois lados do mundo já podiam ser claramente observados na época do Império Romano. Dividido entre oriente e ocidente, o império possuía duas capitais: Roma representava o lado ocidental, enquanto Constantinopla era a capital do Império Bizantino, então dominante do lado oriental. No início, a cultura e a religião orientais eram mais representativas, uma vez que Constantinopla possuía maior desenvolvimento econômico e social, entretanto, em meados do século VI, o desenvolvimento dos Francos permitiu com que os líderes do império ocidental possuíssem maior independência na propagação de sua fé e cultura.

A Grande Cisão

O grande auge das divergências entre Roma ocidental e oriental aconteceu em 1054, quando Humberto, cardeal de Roma, ordenou a excomunhão do patriarca da Constantinopla, Miguel Celulário. Foi, então, criado um paradigma de disputa visando o poder entre os adeptos do cristianismo, religião vigorosamente dominante na época. Tais diferenças acabaram culminando na determinação do Cisma do Oriente, e os orientais criaram, para si, a igreja Ortodoxa. Para o ocidente, ficou em regime a Igreja Católica Apostólica Romana. 


Durante onze séculos o Império Bizantino resistiu a uma série de conflitos que perduraram dentro e fora do seu território. Mesmo sendo considerado um dos Estados mais fortes e que obtinham poderes no mediterrâneo, o império teve de enfrentar diversos conflitos que ao longo do tempo fê-lo enfraquecer. Os bizantinos tentaram oficializar o cristianismo, tentativa que não deu certa, pois com a sua decadência inseriu-se a religião muçulmana como oficial. Já durante o século V, podemos perceber como se deu parte do processo da decadência do império mais poderoso de todos os tempos, devido as invasões dos povos bárbaros destruir o império ocidental, mantendo uma centralização no oriente.
Durante o período em que Justiniano se encontrava no poder, esse imperador conseguiu combater todos os tipos de manifestações ocorridas que poderiam vir a abalar o seu reinado. Esse ainda, conseguiu retomar o antigo império do ocidente, conquistou território ao norte africano, porém, entre os séculos VII e X, o Império Bizantino acabou perdendo boa parte dos territórios que tinha sido conquistado, sofrendo invasões dos germânicos, búlgaros e persas. Basílio II recuperou o território, no entanto, o império foi logo invadido novamente (por volta de 1071).

Um dos fatores que influenciaram para a derrocada do Império Bizantino foi a Quarta Cruzada, pois acabou desagregando suas forças entre 1204-1261. Chegando ao século XIV, podemos perceber as invasões otomanas ocorridas em Galípoli (1354); Adrianópolis (1362); Constantinopla (1422); Tessalônica (1430), sem obter êxito; e novamente em Constantinopla (1453), nesta última com êxito – leia A Queda de Constantinopla.

Com todas essas ameaças que foram se desencadeando ao longo do império que começaram a surgir a partir do século XI. Assim, as invasões se intensificaram, nos Bálcãs províncias bizantinas foram submergidas; os normandos tomaram a Sicília e as outras partes das áreas bizantinas; os turcos seldjúcidas tomaram a Síria e privou o império na utilização das rotas comerciais. O Império Bizantino foi restaurado durante a dinastia dos Paleólogo que reduziram-se algumas ilhas do Egeu, a pequena área da Ásia Menor da Península. Contudo, seus recursos eram restringidos. Mesmo conseguindo se prolongar, o império ía a cada instante ficando ainda mais debilitado devido a uma série de conflitos que ocorreram interna e externamente. Ao longo do século XIV, os turcos otomanos ocuparam a Ásia Menor, reduzindo apenas à cidade de Constantinopla.

Algumas consequências durante a tomada de Constantinopla em 1453 (data de transição do medievo ao modernismo: o surgimento do grande império Turco-Otomano; o controle da cultura clássica que era preservada em Constantinopla.

5 comentários:

  1. Gostei da postagem, foi clara objetiva, direto ao ponto. Parabéns.

    ResponderExcluir
  2. uma mensagem eu vim deixar ,quem está assistindo em 2025?A publicação vai estar de 2018 mas nao esta certa ,estou no ano de 2025 repito ,2025,estou indo pessoas porque eu estou indo de carro voador ele vai chegar daqui alguns minutos eu vou passar por um portal e vou chegar na Terra,demora um pouquinho porque em marte aqui esta no ano de 2025

    ResponderExcluir